sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dica de freio!!

A maioria dos automóveis atualmente utiliza o sistema de freios composto por discos na dianteira e tambores na traseira (salvo alguns carros top de linha e importados que possuem freios a disco nas quatro rodas). Nessa matéria trataremos dos cuidados com este vital item de segurança. Na primeira parte abordaremos os freios a tambor.

Quando o freio é acionado, estando o carro em movimento, a concentração de peso do veículo é transferida para as rodas dianteiras (deslocamento do centro de gravidade), fazendo com que o sistema de freio necessite de mais potência na frente, como a que é proporcionada pelos freios a disco. Nem por isso deve-se deixar de lado a correta manutenção dos freios a tambor (que podem equipar também as rodas dianteiras em alguns carros mais antigos).


Outro ponto a ser observado é em relação ao freio de estacionamento (ou de mão) que normalmente tem atuação sobre as rodas traseiras e, portanto, no sistema a tambor. Por ser essencial para manter o veículo imobilizado no local estacionado, todo o sistema deve estar em boas condições, que inclui regulagem do mecanismo e lonas em bom estado.

Como muitos componentes do carro, as lonas de freio – usadas no sistema de freios a tambor – estão sujeitas a desgaste e devem ser trocadas a cada 40 mil quilômetros na maioria dos carros. Mas se você conduz seu veículo por estradas de barro e com muita poeira ou transitar frequentemente por lugares alagados, este prazo cai pela metade.

Muitas vezes (por exemplo) o freio de estacionamento não está funcionando bem e a causa pode não ser o desgaste das lonas, e sim necessitar de uma simples regulagem para resolver o problema. Por isso, antes de optar pela troca das lonas toda vez que notar perda de eficiência, verifique se uma regulagem no cabo do freio de mão não é o suficiente.

Os tambores costumam apresentar dois defeitos: ovalização ou riscamento. O primeiro pode ser causado por resfriamento abrupto, aplicação do freio de estacionamento com muita força ou ainda aperto excessivo dos parafusos de roda, como era comum acontecer com os Fuscas mais antigos. Quando a superfície de atrito do tambor não gira como um círculo perfeito, existe ovalização, o que torna a frenagem irregular, produzindo vibração no pedal de freio e no carro.

Se o tambor for retificado, a ovalização é eliminada, embora o diâmetro interno do tambor aumente. Portanto, às vezes é preciso que a lona seja mais espessa em relação a original, para que os raios do tambor e da lona não fiquem diferentes, o que irá provocar perda da eficiência devido a menor superfície de contato. Porém cuidado, pois quantidades excessivas de retíficas deixam o tambor fino demais, tornando-o mais sensível ao calor, ovalizando-se com mais facilidade.

Já o riscamento é consequência do contato direto do patim com o tambor, quando as lonas gastam-se totalmente (patim é à parte do freio onde a lona é rebitada). A poeira em excesso também pode riscar, caso penetre no interior do tambor. Como no caso anterior o tambor precisará ser retificado, eliminando-se as imperfeições da superfície de atrito. O custo de sua manutenção é relativamente baixo, e o serviço pode ser executado em poucos minutos. Sua segurança deve estar em primeiro lugar, portanto, freios são uma questão importantíssima na planilha de manutenção de seu automóvel.

3 comentários:

Samara Pinheiro disse...

Olá!! Posso divulgar a venda de um fusca 67 aqui no blog de vocês?!! Estou pedindo 3.500,00. Obrigada!

Manoel Bandeira disse...

Prezados boa tarde.

Estou com um sério problema nos freios de um fusca 1979. Este carro estava com o sistema de freio todo deficiente ( cilindros de roda travados, tubulação dos freios das rodas traseiras furado, lonas gastas, etc... Foi feita uma revisão geral no sistema de freio, onde foram substituídos todos os componentes velhos por componentes novos ( lonas de freio dianteiras e traseiras, cilindros de roda dianteiros traseiros, cilindro mestre, flexíveis de freio dianteiros e traseiros, tubulação dos freios traseiros nova ). Após a montagem de todos os componentes novos, foi feita a sangria do sistema de freio. O freio das rodas traseiras esta funcionando normalmente. Porém, o freio das rodas dianteiras não funciona. Verificamos praticamente tudo: substituímos o cilindro mestre novo por outro novo, verificamos possíveis obstruções nas tubulações de freio, testamos os cilindros de roda um por um, mudamos o fluido de freio para outra marca mais famosa, invertemos as tubulações dianteiras entre direita e esquerda e vice-versa. Detectamos que quando bloqueamos uma das saídas do cilindro mestre do freio dianteiro e ligamos um lado de cada vez, o freio funciona normalmente. Quando conectamos as 2 saídas alimentando os cilindros, o freio dianteiro não funciona. A impressão que se tem e que o cilindro estão com vazamento, porém não se vê vazamento de fluido de freio . Algum de vocês já tiveram esse tipo de problema? Peço a ajuda de vocês para a solução do mesmo, pois eu e um mecânico amigo meu, estamos "apanhando" feio desse sistema de freio.

OBS: O cilindro mestre é do tipo duplo ( freio dianteiro e traseiro separados ).

Obrigado

Manoel Bandeira

Rosangela Sertore disse...

Volta os flexiveis origina pois os paralelos engorda e não da pressão nas pinças.